Chove torrencialmente. Na praça onde normalmente apanho os táxis não está nenhum. Espreito os txopelas, também não está nenhum. Vou para a praça alternativa mais próxima, onde por sorte está um único táxi. Caminho apressada, por baixo das árvores, esperando que nenhuma seja atingida por um dos muitos raios que iluminam o céu incessantemente. Oiço trovões esporádicos, antes de chegar ao meu destino.
- Boa noite. - digo entrando apressadamente para me proteger da chuva.
- Boa noite.
- Peço para a ir até ao Cardoso.
- Hotel Cardoso?
- Sim. Quanto é?
- São 300 mericais.
- 300?! É por causa da chuva?
- O combustível também subiu...
Seguimos em silêncio pelo tráfego cumulativo das chuvas e da hora de ponta.
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